712 – Cafezinho Live – Ricardo Jordão Magalhães

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Isolamento social: como vender online

Em tempo de pandemia, quando nos vemos isolados em casa, precisamos arrumar formas eficazes de seguir com a vida, produtivos e operantes.

Ricardo Jordão Magalhães, que é um especialista em vendas e figura extremamente ativa na internet, é nosso convidado para explicar como é possível ampliar imensamente seu alcance e ao mesmo tempo reduzir o tempo e o dinheiro investidos na nobre função de vender.

 

 

 

“Olá Luciano. Bom dia, boa tarde, boa noite, pra você, pro Lalá, pra Ciça. Meu nome é Tiago, sou daqui de Teresina, Piauí. Eu sou professor da Universidade Estadual do Piauí, numa cidade que fica mais ou menos a 300 km da Capital, Teresina, cidade de Picos, que é uma cidade que é movimentada pelo comércio. Vim a Teresina pra passar uma semana com a minha mãe que está nessa paranoia de notícias ruins da mídia mainstream, que de fato assusta.

E dadas as devidas resguardas que a gente está… não teve contato com o vírus, a gente está bem e cheguei em Teresina com a notícia de que o prefeito tinha decretado mais duas semanas de quarentena.

Eu venho de uma cidade que, como eu disse, é movimentada pelo comércio e as pessoas estão enfrentando o risco por extrema necessidade. Estão se expondo por extrema necessidade. É onde eu percebi que há uma cadeia de solidariedade gigantesca também. Porque eu, vindo na estrada, eu vinha com a notícia achando que muitos estabelecimentos estariam fechados, que os caminhoneiros não teriam suporte. Vi, de fato, estabelecimentos fechados, mas vi também estabelecimentos abertos, com as suas limitações, suas restrições. E conversando com um proprietário de um deles, ele disse que arriscaria levar uma multa, arriscaria ser infectado de alguma forma e buscaria tratamento, mas que não poderia deixar os caminhoneiros ao léu. Que estava abrindo o restaurante dele na beira da estrada. E ali ele servia, não havia contato nenhum e os caminhoneiros ficavam comendo numa área mais externa, sem muito contato pessoal.  E aquilo pra eles foi… pra muitos foi uma salvação, depois de quilômetros e quilômetros sem achar nada pra comer.

É onde eu percebi que, de fato, às vezes  a ciência também segrega. Ela tem a resposta pra quase tudo, mas ela só não tem a resposta pra tudo quando ela acaba segregando, se segregando por quem a faz.

Eu tenho visto várias bases de dados aí mundo afora, as pessoas coletando informações sobre o Coronavírus, mas as informações que tem de infectados, de proporção relativa à população, proporção absoluta, número de mortos, avanços de mortos, mas até então eu não tenho encontrado nenhuma falando sobre cura.

Quantidade de curados, porque foram curados, que motivos tenham levado à cura e se a idade, se o histórico de vida, se a alimentação… então, pode ser que eu tenha falhado nessa busca que existe e eu não tenha encontrado, de fato, mas eu sinto falta de um… a quantidade de informações possível pra gente saber porque as pessoas também se curam, não só porque morrem.

Na minha visão como pesquisador eu acho que uma base de dados que não contempla isso, é uma base de dados que vai ser furada. E aí eu vejo a mídia se apropriando dessa informação de mortes, de avanço das mortes, avanço das contaminações e isso tem afetado muito o psicológico das pessoas. Tem afetado muito a relação entre as pessoas e eu fico me perguntando por que que a ciência também não avança no que a gente chama na educação de multidisciplinaridade, que é você não olhar só pra estatística, mas você olhar também pras pessoas. Olhar pras pessoas que estão se expondo ao risco e os porquês disso. Por que ela está se arriscando?

Não é uma estatística que vai te dizer isso, como de fato, eu conversei com caminhoneiros, conversei com comerciantes e as pessoas dizem que ou trabalham ou vão morrer de fome,vão passar fome, vão ter necessidade. Do que eu tenho visto até então, pesquisadores, cientistas se atentarem pra isso e tentarem expor pra mídia, pra sociedade, que isso também existe. E que as autoridades devem olhar pra esse aspecto. A ciência às vezes peca nesse sentido de olhar muito pra estatística, muito pra números e esquecer, de fato, as pessoas que é o que tanto se fala hoje na mídia.

Enfim, eu acabei de parar o carro pra mandar esse áudio e vendo as pessoas passando com máscara prum lado e pro outro, mas vendo que estão trabalhando e vendo que a engrenagem tem que continuar. A gente tem que combater esse vírus, os próximos que vierem, que esse não vai ser o último, nem o primeiro,  gente tem que também dar às pessoas a oportunidade de seguirem a vida e entenderem as fases pelas quais elas passam.

É isso aí, Luciano, um forte abraço aí e vida longa ao Cafezinho.

Fonte: Podcast Café Brasil

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Redação Brasil

Jornalista - MTB -0077859/SP
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