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PODCAST -CAFÉ BRASIL – 838

MERDADES e VENTIRAS

O mundo vem passando por uma revolução sem precedentes na mídia.

Nos comunicamos de um jeito muito diferente de como fazíamos dez anos atrás.

Hoje, cada um de nós é uma mídia individual, compartilhando com outras pessoas aquilo em que acreditamos – ou não.

A comunicação é a cola que nos une ou é a força que nos separa.

Por isso, compreender como funciona a mídia é fundamental para não ser transformado em massa de manobra.

Eu me preocupei tanto com isso cara, que eu lancei um livro. E essa é a praia hoje.

Vou partir para o lançamento do meu décimo livro, cara! O Merdades e Ventiras.

Olha, eu acho que o momento não podia ser mais propício, viu? Vou fazer uma leitura aqui de alguns pedaços, parte do começo, logo no início do livro, tá bom? Vamos ali, ó.

Duvido que alguém no uso pleno de suas faculdades mentais não tenha percebido a maneira como, mais acentuadamente nos últimos anos, estamos sendo jogados de um lado para o outro quando a matéria é informação – ou seria desinformação?

Talvez porque há muito o critério de conhecimento aceito em nossa sociedade venha sendo subvertido.

Estamos sendo acintosamente manipulados por elites que usam a mídia a serviço de seus mais diversos interesses, especialmente os ideológicos, políticos e comerciais.

Quando me refiro à “mídia”, trato de rádio, televisão, cinema, outdoor, jornais, revistas, mídias sociais, podcasts e todo tipo de veículo de informação, inclusive o WhatsApp, Telegram e outros sistemas de comunicação.

É claro que a maior parte do foco cai no jornalismo, na imprensa, mas sempre que falarmos de “mídia” nos referimos a todo o complexo de meios que levam e trazem a informação até nós.

Se antes havia algum pudor por parte dos profissionais da mídia, e a notícia nos chegava assim dúbia, furtiva, subliminarmente comprometida, agora a manipulação é escancarada, cara.

A depender do sujeito por trás do fato gerador da notícia, a realidade muda descaradamente, conforme o ambiente, o sujeito, a sensação, a iluminação… A percepção que o mensageiro tem do sujeito ou do objeto por trás de um fato reveste a notícia de contornos e elementos que podem levar o entendimento da realidade, cara, que chega às raias do absurdo.

Se você gosta do elemento, você trata de um jeito. Se você não gosta, você trata do outro. O fato muda conforme a tua posição com relação ao elemento que gerou o fato.

Aquela imprensa que já podemos considerar romântica, lá dos anos 1970, 1990, acabou. A função de informar os fatos foi substituída pela função de formar opiniões, sempre conforme uma agenda política.

Repare que eu escrevi “substituída”, tá? Uma foi substituída pela outra.

As ferramentas de informação passaram a servir à militância política, à custa do nobre dever de informar.

Meu interesse pelo assunto tornou-se mais evidente quando eu, no começo dos anos 1990, como executivo de uma multinacional, tinha a tarefa de falar para públicos diversos.

Eu sempre me incomodei com a forma como as notícias eram passadas pela imprensa, muitas vezes levando as pessoas a concluir o contrário do que havia acontecido.

E, no mundo no qual eu vivia, das grandes corporações, assim como no mundo do serviço público, decisões importantes eram tomadas com base naquelas visões deturpadas da realidade.

Afinal, quem é que ganhava com isso? Por volta de 1995, passei a incorporar esse tema em minhas apresentações, sempre atualizando os absurdos e percebendo que a situação só piorava.

Meu interesse evoluiu a ponto de, em 2004, eu lançar um livro chamado Brasileiros Pocotó, que tinha como pano de fundo discutir o impacto das mídias na cultura brasileira.

O livro fez um relativo sucesso e me abriu caminho para perceber como a manipulação das informações está presente em todos os setores e momentos de nossa vida.

FONTE: PODCAST CAFÉ BRASIL

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